domingo, 21 de março de 2010

20/03/2010

EPIFANIA nº 9741490646102316515205452012541545210251521021520121520 x 6,02 x 10²³

Eu deveria ter nascido menino...

eu seria bem mais simples...
eu poderia sentar de perna aberta onde quisesse...
eu poderia dar risada alto e niguém ia achar estranho...
eu não ia chorar tanto...
eu não teria TPM, meus peitos não doeriam, não sentiria cólicas menstruais nem sangraria todo mês...
eu não me apaixonaria pelos meus amigos...
eu saberia jogar bola...
o meu pai me daria o carro mais cedo...
a minha mãe não ia reclamar quando eu saísse com um monte de homem...
eu nunca teria que brincar de boneca...
eu poderia brincar de carrinho, assistir DBZ, empinar pipa, jogar gude, trepar nas árvores e até arrotar no meio de 50 pessoas que não iam me repreender...
eu faria xixi em pé naturalmente e não teria que me preocupar em limpar/forrar o vaso nem ter que ficar de cócoras...
não teria que andar com 80Kg de coisas dentro da bolsa...
não teria que ouvir piadinhas machistas sendo o alvo delas...

e mesmo assim...

COMO EU AMO SER MULHER!!!!

Todos os estereótipos mencionados são só zoação.
Existem MUITAS exceções e eu estou ciente disso.

sexta-feira, 19 de março de 2010

19/03/2010 [2]

Uma vez eu te disse que eu me apaixono fácil e você respondeu que já sabia disso. Então, eu passei a tomar como verdade, já que era um lugar comum.
Mas um tempo depois eu pensei nisso. Pensei muito nesse nosso lugar comum, porque no fundo da minha mente - ou do coração, não sei bem ao certo onde acaba um e começa o outro - essa frase tinha algo destoando.
Então eu notei que era um absurdo falar assim de mim. Eu vi a grande injustiça que nós cometemos, pois se tem uma coisa que eu não faço é me apaixonar facilmente. Eu descobri que eu sou aquela menina romântica, que guarda qualquer pequena lembrança, que grava datas, que cola o papel do bombom na agenda. A menina que sente cada toque, cada olhar, cada gesto, cada palavra de carinho, como se só existissem eles no mundo para serem sentidos. A menina que passa anos gostando do mesmo carinha, mesmo que ele nunca a olhe como mais que amiga, ou nem como isso. A menina que chora ouvindo música e lembrando de você.
É, de você, que é um pensamento tão constante no meu dia-a-dia.
Sou aquela menina antiquada, que nunca vai se declarar e que se repreende por ser tão covarde e grudenta, se aproveitando da amizade pra ficar perto, por falta de coragem pra falar o que realmente sente.
Então, amigo, você estava errado e me ofendeu, mas eu não ligo, porque eu te amo tanto...

19/03/2010

Uau! Escrevendo diariamente? Estou assustada comigo mesma...

Às vezes as pessoas me decepcionam. Na realidade, muitas vezes. Muitas, MUITAS vezes.
Nas relações humanas isso é extremamente comum: as pessoas não responderem às nossas expectativas. Não poderia ser diferente comigo.
Na maioria das muitas vezes em que fico decepcionada com os outros eu sinto raiva e tristeza, me sinto frustrada e insatisfeita. Mas algumas vezes eu paro e medito na outra face da moeda.
Não é simplesmente pensar em quantas vezes eu já decepcionei alguém, não é disso que estou falando. Sei que já fiquei abaixo das expectativas alheias diversas vezes, e devo confessar que nem sempre me importei com isso.
Na realidade quando eu digo "outra face da moeda" estou pensando na motivação. Na minha motivação. Nas minhas expectativas.
Mesmo quando eu penso que esperei demais de alguém, geralmente estou dizendo a mim mesma que aquela pessoa não era capaz de tanto, quando na verdade, deveria me perguntar se os meus níveis não estão altos demais.
Tantas marcas, mágoas, ressentimentos, quebra de confiança... muito poderia ser evitado se eu simplesmente ignorasse mais. Se eu passasse por cima, apagasse, esquecesse de verdade, eu seria muito mais feliz.

E eu quero ser feliz...

quinta-feira, 18 de março de 2010

18/03/2010

Se eu posso viver sem você?
Mas é claro que sim!
Vivi muitos anos da minha vida, sem sequer imaginar que você existia.
Eu respirei sem você, chorei sem você, engatinhei e depois andei sem você, fui à escola e aprendi a ler e a escrever sem você estar na minha vida. Comi, bebi, sorri, tudo isso sem saber da sua existência. Todas as funções essenciais para a minha sobrevivência eu aprendi sem nem te conhecer.
Então, logicamente, eu sobreviverei sem você na minha vida. Continuarei respirando, chorando, sorrindo,comendo, bebendo, andando, lendo, escrevendo, dormindo todos os dias, mesmo que v ocê me deixe.
Mas mesmo que a Biologia (ou até a Sociologia) me diga(m) que posso viver sem você, eu prefiro mil vezes mais existir com você na minha vida.

quarta-feira, 17 de março de 2010

17/03/2010

Hoje, quando voltava da escola conversando com a minha irmã mais nova, tive um louco pensamento. Eu estava tentando explicar pra ela o que você representava na minha vida. E me peguei tentando evitar algumas palavras. Eu não quero dizer que te amo, nem que eu estou apaixonada por você e muito menos que pra mim você é apenas um amigo. É como se isso não explicasse completamente a nossa relação, os meus sentimentos por você. Eu te desejo com uma intensidade tão grande que às vezes me assusto e ao mesmo tempo não quero, nem pretendo, me deixar envolver por esse sentimento.

Então eu tento fugir, ignorar os pensamentos, não pensar em você, fazer com que não seja mais tão importante pra mim a sua existência. Mas como uma amiga minha escreveu uma vez "Peço a Deus pra te esquecer, mas só de pedir, já tô lembrando". Só o tentar te esquecer, já é um pensamento a mais sobre você juntando-se a muitos outros no meu dia...

O Renato Russo disse que " Se o amor é verdadeiro, NÃO EXISTE SOFRIMENTO". Então, tento apenas me resignar com a ideia de que não te amo, não te odeio, não sou apaixonada por ti e que a distância vai apagar o meu "afetamento". Sigo os dias quase normalmente, sofrendo, e portanto, não amando (será?).